Maio 03, 2006

Nova notícia do Elefante Amarelo

Junho 03, 2005

Deficit-Land

O Primeiro Ministro José Sócrates manifestou-se chocado e estarrecido face à real dimensão do défice das contas públicas, 6,83%, apurados pela comissão independente às contas públicas nacionais.
Em declarações aos jornalistas, José Sócrates garantiu, sob sua honra, ter feito toda a campanha com base numa estimativa do défice a rondar os 5%.
"Foi o próprio Pai Natal, na presença do Pato Donald e da Sininho, a assegurar-me de que o défice nunca ultrapassaria a casa dos 5%. E esta estimativa foi-me reforçada ainda mais nas conversas informais que mantive nas Novas Fronteiras e ao longo da campanha eleitoral com reputadas personalidades da análise económica, incluindo o Pinóquio, o Pateta, o Tim-Tim e a Mafalda, entre muitos outros".

Junho 01, 2005

Cunhas...

AS/400-53142: Que é feito do servidor que estava no aprovisionamento?
Printer-116203: Foi ontém para o gabinete da Administração... gerir o e-mail ou o Office... não sei bem... E a Epson do Gabinete de Impresa também...
AS/400-53142: A mim, nunca me enganaram...

Plano Tecnológico 2

Unidade de Coordenação do Plano Tecnológico
Acções de Inovação Profissional para o Sector Público
Próxima Acção de Formação
Curso Intensivo de Teclado
Programa Curricular
  • Introdução ao Teclado - 40 horas
  • Teclas Q – P - 30 horas
  • Teclas A – Ç - 30 horas
  • Teclas Z – M - 30 horas
  • Teclas numéricas - 20 horas
  • Acentuação - 40 horas
  • Maiúsculas - 40 horas
  • Teclas de Função (F1 – F12) - 50 horas

Duração Total: 280 horas

Destinatários: Quadros Superiores e Intermédios da Administração Pública

Acções de Formação Seguintes

Curso avançado de manuseamento do Rato - 150 horas
Introdução aos monitores (14" a 21") - 150 horas
Curso intensivo sobre o CPU - 500 horas

Unidade de Coordenação do Plano Tecnológico

O Coordenador

José Tavares

Maio 31, 2005

Governo vicia Final da Taça

O resultado da final da Taça de Portugal foi viciado pelo Governo.
Sabe-se agora que as medidas do Governo, alegadamente para travar o défice das contas públicas, não tiveram outro objectivo senão o de prejudicar o Benfica.
O anúncio do novo escalão máximo do IRS, cirurgicamente divulgado dias antes da Final da Taça, conseguiu abalar a tranqüilidade do balneário da equipa encarnada.
Estava tudo eufórico com a vitória na SuperLiga. A equipa estava confiante. E, de repente, deu pena ver o pânico e o horror a minar o ânimo dos jogadores, à medida as novidades fiscais iam transpirando. Jamais irei esquecer...”, conta um elemento da equipa técnica ainda comovido.
Entre os jogadores, o pânico provocou uma verdadeira corrida à compra de máquinas de calcular. Alguns deles, por nunca terem visto tal “maquineta dos números”, ainda tentaram os cálculos em comandos de televisão e telemóveis adquiridos por engano.
A verdadeira motivação do Governo teria passado despercebida não fosse a denúncia da única autoridade insuspeita na fiscalização do futebol nacional: Rui Santos.
Não tendo certezas nem querendo alimentar suspeitas, o reconhecido comentador da SIC não conseguiu conter a sua indignação face aos relatos e opiniões anónimos que lhe foram chegando. “É inequívoco! Uma vez mais, as forças poderosas que comandam o futebol determinaram o resultado nos bastidores. Desta feita, pelas mãos do Governo. Não foi o Setúbal que ganhou. A vitória foi, como sempre, do Sistema!”, garante Rui Santos.

Maio 27, 2005

A bem da nação

Os últimos desenvolvimentos do país ao nível político, económico e social, exigiram do Elefante Amarelo uma pausa prolongada e uma redefinição estratégica.
Como é já do domínio público, pelas notícias que têm feito as manchetes dos matutinos e as aberturas dos jornais televisivos das 20h, o Elefante Amarelo foi chamado pela Comissão Europeia e pelas Nações Unidas à missão patriótica de investigar as verdadeiras causas e as tenebrosas circustâncias responsáveis pelo caus que tem vindo a atolar Portugal.
Para os responsáveis máximos dos organismos internacionais, a crise de falta de confiança nas instituições fiscalizadoras e judiciais de Portugal não deixavam outra alternativa senão apelar, com carácter de urgência e em última instância, ao sentido de estado e à elevada isenção e independência do Elefante Amarelo.
Uma vez mais, o Elefante Amarelo resigna à pacatez do seu quotidiano para responder "sim" à sua Pátria.
Neste sentido, o Elefante Amarelo retomará a partir de hoje a sua actividade de fiscalização e acompanhamento ao quadro económico, político e social de Portugal.
A veia artística (poemas, gravuras, etc.) terão de ser deslocadas para a Girafa Azul.
Porque sempre que a Pátria chamar o Elefante Amarelo, o Elefante Amarelo estará presente...

Março 23, 2005

Plano Tecnológico 1

Direcção-Geral

Comunicado: Novo horário dos servidores Internet

Como resultado do ambicioso plano de acção definido para esta Direcção-Geral, no âmbito do Plano Tecnológico, cabe-nos informar que, a partir do próximo mês, será alargado o horário de funcionamento dos nossos servidores Internet.

Segundo o novo horário aprovado, os servidores Internet desta Direcção-Geral entrarão em funcionamento às 8:00H e só serão desligados às 19:00H.

Estamos certos de que esta medida impulsionará esta Direcção-Geral para novos padrões de eficiência e qualidade de serviço e constituirá um exemplo de inovação e modernização para toda a Administração Pública.

Respeitosamente,

O Director-Geral

Março 22, 2005

"O Peido do Mal"

A sessão de debate do Programa do Governo veio confirmar os piores receios dos deputados eleitos no último escrutínio popular.
O cheiro nauseabundo que voltou a empestar o hemiciclo durante a intervenção do ministro Mariano Gago dissipou todas as dúvidas, provocando o abandono da grande maioria dos deputados e o estado de sonolência dos restantes.
O misterioso deputado que nas duas últimas legislaturas tem vindo a atormentar as sessões parlamentares com os seus “traques” sempre voltou a ser eleito.
O cheiro, inequívoco, abalou o relativo optimismo da generalidade dos deputados que, nos cumprimentos e conversas que antecederam o debate, ainda alimentavam a expectativa de que o “peido” incógnito não tivesse sido eleito.
O caso, também conhecido como “O Peido do Mal”, começa agora a assumir contornos de Estado. O novo Presidente da Assembléia da República, Jaime Gama, prometeu para breve um pacote de medidas que conduzam finalmente à identificação e penalização do responsável.
Convém recordar que o “Peido do Mal” já motivou iniciativas semelhantes por parte de sucessivos presidentes da Assembleia da República, incluindo campanhas de sensibilização e inquéritos parlamentares.
E todas elas sem sucesso.

Março 18, 2005

Tenha juizo, Sr. Asdrúbal

O Sr. Asdrúbal não tem emenda.
Tem aquele feitio incorrigível de não ligar a conselhos de ninguém. E de achar que as leis nacionais são mesquinhas demais para acomodar a nobreza da sua alma e a grandeza do seu génio.
Então não é que o Sr. Asdrúbal, à revelia da lei, do senso comum e mesmo dos conselhos de quem lhe quer bem, persiste em participar de reuniões secretas de grupos clandestinos e subversivos?
Dos amigos é que o Sr. Asdrúbal nunca se poderá queixar. Os mais próximos não se têm furtado a advertências frontais e honestas.
“O amigo Asdrúbal está a arriscar-se muito...”
“A ideologia dessa gente corrompe os valores e a decência dos homens de bem...”

“Já não é a primeira vez que homens respeitáveis são empurrados para a cadeia por cederem à tentação da curiosidade...”
Mas o Sr. Asdrúbal quer lá saber de conselhos. O seu umbigo é dono e senhor.
Pois fique sabendo o Sr. Asdrúbal que, se teimar nesse feitio obstinado, jamais ouvirá qualquer opinião da boca deste seu amigo. É que ao contrário da sua insensatez, a minha paciência tem os seus limites.
Por tudo isto, é a última vez que lhe faço uma sincera e encarecida advertência:
Por favor, evite a todo o custo ir sozinho a reuniões clandestinas desses grupos organizados: As mulheres.
Tenho dito!

Março 09, 2005

Novo impasse no Túnel do Marquês

Ultrapassados os constrangimentos judiciais que adiaram as obras da emblemática obra de Santana Lopes como presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o Túnel do Marquês depara-se com um novo impasse de resolução aparentemente mais complexa.
As informações sobre o novo impasse são escassas por estarem a ser mantidas a sete chaves nos círculos mais restritos da autarquia e da classe política.
Mas as intensas movimentações no local da obra, de políticos, técnicos, investigadores e militares, e os pormenores que têm vindo a transpirar, pelos corredores da autarquia e entre os operários a trabalhar no local, fazem prever o pior e temer uma paralisação dos trabalhos por tempo indeterminado.
Segundo os rumores que circulam entre os operários, durante os trabalhos no sub-solo a movimentação inadvertida de uma escavadora terá aberto uma enorme cratera que se viria a revelar, dias mais tarde, insólita e surpreendente.
No dia seguinte ao incidente, foram-se sucedendo os desaparecimentos de ferramentas, materiais, maquinaria e mesmo de operários. Mas só nos dias seguintes se começaram a vislumbrar as silhuetas.
António Macheta, um dos operários da Construtora do Tâmega a trabalhar na construção do Túnel do Marquês, garante que ao chegar ao local viu “seres estranhíssimos a fugir às centenas pela cratera dentro”. “Foi o nunca visto. Eram às centenas. Pareciam pessoas, mas em tamanho pequeno. Sei lá, para aì com 50 cm de altura. Tinham cabeça grande e eram alaranjados”.
Para este operário, o mais desconcertante foi o facto de todos serem “a cara chapada do Santana Lopes”.

Março 08, 2005

Amar-te-ei

Amar-te-ei muito

Amar-te-ei toda, inteira, com tudo o que tenho

Enquanto te amar, nada de mim será infiel

Amar-te-ei até ao último orgasmo

Último, porque o próximo seria exactamente igual

E então,

Amarei na mesma medida,

Quiçá até mais por não seres tu,

O primeiro cigarro apanhado

Do primeiro ao último bafo

E então,

Amarei outra coisa qualquer

Qualquer outra que justifique a continuidade do ciclo...

Do amor.

Amo-te

É simples a homenagem que te quero dedicar: Amo-te!

Amo-te simplesmente por seres tu
Amo os dias todos porque começam e acabam em ti
Amo o aroma dos sorrisos e carícias que me acordam de manhã
Amo os beijos e abraços que me embalam alegrias e tristezas
Amo os gestos, olhares e tiques que me fascinam o dia-a-dia

Mas amo sobretudo a simplicidade que te faz autentica
Amo-te a mente limpa de teorias e pensamentos ocos
Amo-te a ausência de ideias, que de fúteis só servem para poluir os sentidos
Amo-te a inteligência de não levantar dúvidas que só podem trazer aborrecimentos
Amo-te a sabedoria das coisas que realmente interessam, as simples e práticas
Amo-te a estupidez que de tão natural parece poética
Poesia que espalhas por onde quer que passes, na cozinha, na sala ou na dispensa
E que retribuis sempre que carinhosamente te grito, te insulto ou te bato.

É por tudo isto que te digo…

Amo-te!

Março 03, 2005

Há dias assim... improváveis

Qual o meu espanto quando, ao entrar na passadeira de peões da rotunda do Cais do Sodré, do outro lado me surpreendeu o cruzamento da Av. da República com a Av. de Berna.
A velhinha que me sucedeu na passadeira, também irritada porque sempre apanhara aquela passadeira para o Areeiro, lá foi resmungando contra a falta de respeito daqueles malandros que mudam os itinerários sem avisar e contra o Governo, que tinha com certeza culpas no cartório, e que no tempo do Salazar é que a coisa fiava fino.
Na tentativa de a acalmar, porque havia coisas piores e não valia a pena, prometi encontrar alguém que nos informasse da melhor maneira de chegar ao Areeiro. Agradeceu muito porque tinha de ir com urgência à loja da TVCabo comprar uma bilha porque lá em casa o sinal já estava muito fraco e o Telejornal já eram só formigas.
O primeiro polícia que encontrei, já na Elias Garcia, foi-me logo advertindo que infelizmente a sua especialidade não era os transportes, mas sim o traçado da via pública que só não estava mais sumido graças ao generoso peditório do Sr. Asdrúbal, esse santo que só não fazia mais porque não podia. De facto, se olhássemos bem, sobretudo as setas para a direita ainda acusavam uma certa hesitação.
Insisti no paradeiro do colega mais próximo dos transportes mas lamentou não saber responder a um assunto de tamanha delicadeza que, por várias vezes, já lhe tinha trazido aborrecimentos desagradáveis com uma velhinha.

Março 01, 2005

Decisões Consensuais

- Esteves, cá está a minha proposta. O que lhe parece?
- Não sei... tenho algumas dúvidas...
– Dúvidas? Veja lá a coisa pelo prisma correcto.
- Para ser sincero, acho que lhe falta fundamentação.
- Porra! Você é um gajo complicadinho! Veja a coisa por esta perspectiva.
- Não me leve a mal, mas o facto é que continua a suscitar-me dúvidas...
- Dúvidas, dúvidas, dúvidas...? Começo a ficar lixado com a merda das suas dúvidas. Olhe para isto com olhos de ver!
- Tenha calma! Só estou a dar a minha opinião.
- Dúvidas, opinião, fundamentação... Estou farto das suas ambiguidades e incertezas. Afinal você é um homem ou um rato? Quero lá saber da porra das suas dúvidas ou da sua opinião... Eu quero é que use a merda dos olhos que tem na cara, porque foi para isso que a Srª. sua mãe lhos deu.
- Sim... claro... por essa perspectiva... a coisa pode ter potencial.
- Assim é que é, homem! Está a ver que a perspectiva correcta faz toda a diferença? Eu quero é que a coisa não deixe a mínima dúvida em ninguém. Até porque, se há princípio de que eu não abdico é o do consenso nas decisões.

Fevereiro 28, 2005

Estado Laranja prestes a capturar terroristas

Segundo fonte das Forças de Segurança do Estado Laranja, poderá estar para breve a captura de José P. Pereira, um dos mais temidos dirigentes do grupo terrorista responsável pelos atentados à liberdade democrática dos eleitores no último acto eleitoral daquele Estado.
A actividade terrorista deste temido dirigente, espalhando o pânico e a confusão entre a população Laranja ao longo das últimas décadas, viria a acentuar-se bastante no último acto eleitoral através de artigos de opinião e gravações de debates enviados anonimamente às redacções dos jornais e das televisões.
O teor do material terrorista, recebido e reproduzido pela comunicação social, tinha como principal objectivo intimidar e condicionar as escolhas da população e acender o rastilho da revolta e da desordem pública.
Entre as Forças de Segurança o clima é de grande optimismo. “Graças à cooperação entre as Agências de Informação internacionais, já o temos geograficamente localizado e militarmente circunscrito. Como esperávamos, está a oferecer alguma resistência. Mas pensamos que os próximos dias serão decisivos para captura efectiva do terrorista”, afirmou um responsável pela operação.
Para o líder do Estado Laranja, Pedro S. Lopes, a captura dos elementos que dirigem o grupo terrorista será determinante para garantir a ordem e a serenidade vitais à liberdade e à participação em democracia. E acrescenta: “Esperemos que este seja apenas o primeiro passo, e a primeira captura, rumo à extinção final do terrorismo ideológico”.

Fevereiro 25, 2005

A mágoa de António

Naquele Domingo fatídico, a notícia apanhara-o completamente desprevenido.
Nas horas que se seguiram, António não conseguia ouvir mais nada senão o eco do telefonema de Ricardo. “Não. O Luís lamentou, mas não pode vir. Deu prioridade a um compromisso que já tinha agendado para a Figueira da Foz. Portanto, vais ter de partilhar o painel com o Mário”.
António estava desolado. Em estado de profundo choque e consternação. E não era para menos. Afinal, eram já muitos os laços, as afinidades e as convicções a cimentar a longa relação de confiança e solidariedade que o uniam ao Luís.
Ao fim de tantos anos de fiel confronto e contraditório, o Luís nem se dignara à mínima justificação pessoal. Nem um telefonema, uma mensagem escrita, um e-mail,... Nada!
Canalha, era o que ele era.
Só a comoção e o orgulho o impediram de pegar no telefone e tirar a limpo tamanha sacanice.
Quem se cruzou com ele nesse dia, na secção de voto, no restaurante e mesmo nos estúdios, recorda-lhe o semblante carregado e introspectivo, a contrastar com a sua habitual simpatia e amabilidade.
Mas a vingança serve-se fria. E na quarta-feira seguinte, quando o Ricardo o convocou para o habitual painel de debate com o Luís, o António arriscou uma das mais difíceis decisões da sua vida.
“Ricardo, diz ao Luís que com o António José Teixeira ninguém brinca. Por favor, convida outro!”

O brinquedo do Pedro

- Pedro, pare com isso!
- Eu já lhe disse para parar com isso!
- O menino não ouve??? Pare com isso!
- Vê o que fez!!! Eu bem lhe disse que o brinquedo era de 2ª. mão e que, se não brincasse com cuidado, o estragava?
- Agora vá... não seja piegas... não chore... sei lá, brinque com outra coisa...

Produtividade

Prezados colegas do Conselho de Administração,

É no contexto da profunda crise que se vem acentuando e abatendo sobre a nossa empresa que vos dirijo esta convocatória. Uma convocatória que tem como principal objectivo delinear uma estratégia de emergência e encetar um conjunto de medidas inadiáveis e indispensáveis à viabilidade futura da nossa organização.

Neste cenário de profunda crise, ao difícil quadro macro-económico, por todos conhecido, tem vindo a aliar-se o flagelo da degradação da produtividade dos nossos trabalhadores e quadros dirigentes.

Segundo os indicadores do último relatório mensal, os índices de produtividade no último mês atingiram níveis médios preocupantes que, entre os trabalhadores, são inferiores a 5% e, nos quadros dirigentes, não chegam aos 7%.

É perante este cenário que vos convoco para uma reunião extraordinária e de emergência para aprovação de uma estratégia de planeamento que nos permita inverter o flagelo que vem agravando a nossa produtividade.

Neste sentido, proponho que nesta reunião extraordinária nos debrucemos e aprovemos o seguinte Plano de Trabalhos:
- Junho de 2005 – Identificação dos problemas mais críticos
- Agosto de 2005 – Definição dos responsáveis para analisar cada problema
- Novembro de 2005 – Selecção das consultoras a contratar para a análise de cada problema.
- Fevereiro de 2006 – Adjudicação dos contratos de consultoria.
- Maio de 2006 – Planeamento de reuniões entre as consultoras e os vários departamentos da organização.
- Agosto de 2006 – Aprovação do planeamento de reuniões com as consultoras.
- Dezembro de 2006 – 1º. ponto de situação dos processos de consultoria para os diferentes problemas.
- Junho de 2007 – 2º. ponto de situação dos processos de consultoria para os diferentes problemas.
- Dezembro de 2007 - 3º. ponto de situação dos processos de consultoria para os diferentes problemas.
- Junho de 2008 – Resultados das análises das consultoras.
- Setembro de 2008 – Definição das medidas e respectivo planeamento para cada problema.
- Novembro de 2008 – Aprovação das estratégias a adoptar para cada problema.

Estou consciente de que a presente proposta de Plano de Trabalhos, exigindo de todos nós, membros do Conselho de Administração, um esforço e uma dedicação redobrados, será determinante para a viabilização do nosso projecto e, principalmente, para induzir com o nosso exemplo novos paradigmas de produtividade a toda a organização.

Cordiais cumprimentos,

O Presidente do Conselho de Administração

Fevereiro 24, 2005

A

A
“não sei... pode parecer muito frio e impessoal.”

o nosso A
“falta-lhe força, dinâmica...”

A – a nossa força
“mais convicção... mais certeza.”

A – a força das nossas convicções
“sentimento... é isso, falta-lhe sentimento.”

A – a força das nossas sentidas convicções
“está quase lá... talvez realçando a sinceridade...”

A – a força das nossas sentidas e sinceras convicções
“pensando bem... pode pecar por exagero... talvez uma coisa mais simples...”

A
“obviamente! vai um gajo na conversa do marketing e nunca mais vende os parafusos...”

Fevereiro 22, 2005

O Desespero da Figueira

Depois de confirmados os resultados eleitorais, os habitantes de Figueira da Foz mobilizaram-se numa onda de protestos e revolta generalizada.
Segundo as notícias dos meios de comunicação locais, os habitantes da Figueira da Foz, incrédulos e inconformados com a escolha expressa pelos portugueses nos resultados eleitorais, não quiseram deixar de expressar a sua revolta e indignação face ao que consideram ser "uma verdadeira farsa que só pode resultar de uma maquinação dos grandes interesses financeiros, militares e religiosos a nível internacional". A sustentar esta convicção, veemente reiterada em palavras de ordem, alguns manifestantes apontaram mesmo algumas circunstâncias e posições, no mínimo, suspeitas: "Não é curioso que, depois de o ter recebido, o Papa não tenha dado um sinal de inequívoco apoio a Santana Lopes?", ou ainda "Não será de estranhar a falta de envolvimento militar dos EUA na campanha do PSD?", ou mesmo "Será coincidência que os esforços de Pedro Santana Lopes na resolução do conflito Israelo-Palestiniano não tenham tido eco na comunidade internacional?"
Foram estas e outras injustiças que as gentes da Figueira da Foz não conseguem compreender e que, provavelmente, terão resultado na não eleição de Pedro Santana Lopes.
Um dos notáveis a juntar a sua voz às manifestações nas ruas da Figueira foi Luís Delgado, cuja ausência marcou os paineis de debate televisivo. O amigo e colunista de Pedro Santana Lopes, com a mesma frontalidade e imparcialidade a que nos habituou, teve a coragem de concretizar ainda mais o tom das acusações, assegurando que "só o espectador mais desatento não perceberia o quanto Pedro Santana Lopes representava uma ameaçava eminente à liderança de Bush na Casa Branca".
A angústia patente nos rostos e nas lágrimas da generalidade da população figueirense, chegou a provocar reacções mais acaloradas e de verdadeiro desespero. Num acto simbólico, muitos figueirenses manifestaram o seu apoio e afecto para com o seu ex-autarca subindo e abraçando as plameiras por ele plantadas nas praias da Figueira da Foz.

Fevereiro 21, 2005

O trunfo desicivo

Há já umas semanas que circulavam, por corredores e gabinetes do Rato, os rumores sobre as árduas e decisivas negociações. Fontes próximas chegaram a temer que a intransigência nas posições fizesse perigar o acordo de concertação entre as partes.
Uma negociação que opunha, de um lado, a necessidade de preservar a tradição da imprevisibilidade e, do outro, o imperativo de induzir, na prática e no imediato, um claro sinal de mudança e de esperança.
Nas últimas semanas, foram-se multiplicando os contactos, em encontros e almoços informais, num derradeiro esforço no sentido de viabilizar um entendimento. Não obstante a instensificação dos esforços, já eram muitos os dirigentes a acusar algum desânimo e frustração face ao impasse das negociações. Consciente da repercussão do processo para o futuro próximo, um destacado dirigente chegou a confessar-se descrente e apreensivo quanto ao desfecho de todo o processo: “A coisa está muito complicada... Não estou a ver grandes hipóteses...”.
O consenso só foi possível a alguns dias das eleições, forçando o aparelho do partido a desdobrar-se em contactos e a mobilizar todas as suas influências em prol da divulgação pública dos resultados.
O boletim meteorológico de Sexta-Feira traduzia, finalmente, o resultado prático do árduo processo negocial entre a Direcção do PS e o Gabinete de São Pedro.
A previsão de chuva viria a revelar-se um trunfo decisivo na vitória absoluta de Sócrates.

Fevereiro 20, 2005

O Amarelo e o Azul

O elefante estava terminantemente resolvido.
Dali não podia passar.
Estava decidido a por termo à sua desgraça, a acabar de vez com a humilhação que o vinha atormentando ao longo da vida.
Tinham sido anos e anos a suportar a troça, os desaforos e as faltas de respeito.
Já nem na ternura incondicional dos pais, sempre prontos a compreender e a acarinhar-lhe a auto-estima, conseguia refugiar o ego.
- “Olha os canários, os patinhos e os girassóis... São amarelos e são muito bonitos. E tu consegues ser ainda mais bonito.”, repetia-lhe a mãe sempre que o sentia desanimado.
Mas que diabo, ele era um elefante! E o amarelo não era, definitivamente, cor que estivesse à altura da dignidade e da respeitabilidade da espécie.
Cedo pela manhã, depois de uma noite particularmente bem dormida, convocou os pais em tom solene.
- “Já decidi! A partir de hoje vou deixar de ser amarelo!”.
- “Vou ser um elefante AZUL!”.
Os pais, estupefactos, transbordaram em beijos e abraços todo o orgulho pela coragem do pequenino.
Naquele dia, com a paz e a tranquilidade na alma já azul, encarou a vida com uma nitidez e uma harmonia assombrosa.
Agora sim! Era o mundo, com as coisas todas no devido lugar, e ele, convicta e inequivocamente AZUL.